
Os últimos acontecimentos podem induzir uma perspectiva de que o mundo vai muito mal e que é urgente mudar algo, mudar muita coisa e que o lado rico e poderoso do mundo tenha complacência e ajude o lado mais pobre e mais fragilizado.
Isto é bem verdade, é um facto indesmentível e incontornável.
Mas entretanto o mundo de primeira categoria, em contraposição com o terceiro mundo, vive com qualidade, de forma abastada e tenta ser feliz.
É perfeitamente justo querer ser feliz!
A nossa vida é uma procura de felicidade e é muito natural que alguns consigam seguir esse caminho.
Não é por os mais abastados terem uma vida triste que melhora alguma coisa nos mais pobres.
Assim sendo é natural que a sociedade dita consumista viva bem, que procure a beleza e que procure acima de tudo ser feliz.
Quando alguém é feliz está também a mostrar aos outros que é possível ser feliz e portanto pode servir de estímulo aos outros.
A beleza, o encanto, as pessoas vestirem-se bem e cuidarem de si faz parte afinal do que somos e do que lamentavelmente nem todos podemos conseguir. Mas haverá algo errado em mostrá-lo? Devíamos pois virar a cara ao que é belo, escondê-lo da televisão? De facto não, isso seria duplicar o erro. É bom que as pessoas se divirtam, que se encantem, que riam e que chorem de comoção.
Não faz por isso sentido a hipocrisia de ser falsamente sensível, antes ser genuino na procura da felicidade. Apenas convinha que, por vezes, as pessoas se lembrassem que podem fazer a diferença, hoje no seu quintal, amanhã num sentído muito mais alargado.
Boas pessoas existem, muitas, mas curiosamente essas não atingem lugares de topo, não são dirigentes, não são lideres... e é pena.
O que parece acontecer é que na subida para o topo, os lideres políticos, os grandes dirigentes das empresas ou das nações vão abdicando dos seus ideais, vão aligeirando os seus princípios e em suma... vendendo a alma ao diabo.
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