
A actual geração é marcada por uma exposição a uma quantidade enorme de estímulos completamente desconhecidos até há um século atrás.
Estes estímulos podem ser divididos em duas grandes categorias, os percepcionais e os fisiológicos. É esta a classificação, provavelmente pouco ortodoxa, que me é sugerida por uma reflexão generalista.
Por um lado a electricidade trouxe inúmeros estímulos sensoriais novos, diversos tipos de iluminação, som, movimento e imagem com os mais diversos conteúdos e mensagens, por outro estamos expostos a uma diversidade enorme de campos electromagnéticos gerados pelos mais diversos equipamentos.
A primeira secção deste tema é vastíssima e pode ser simbolizada pela informação audiovisual que recebemos, quer na televisão, quer com os jogos de computador que no caso das crianças acompanham-nas desde os primeiros anos. Inúmeros estudos comportamentais foram feitos e outros tantos estão por fazer, existe matéria para uma tantos tratados de psicologia e de psiquiatria quanto os investigadores estejam dispostos a fazer.
A segunda secção tem a ver com toda a radiação e estímulos diversos a que estamos expostos. Alguns estímulos estão associados aos dois temas, como os toques dos telemóveis, hoje em dia é praticamente impossível estar-se num local sem tocar um ou vários telemóveis. Curiosamente já existem patologias, mais ou menos formalizadas, associadas ao uso do telemóvel como é o caso das vibrações fantasmas (sentir a vibração do telemóvel sem que a mesmo tenha acontecido).
Ainda não percebi se é por razões comerciais se é por ignorância a generalidade da informação que chega ao público insiste no quanto a radiação é inofensiva… mas é preciso de facto ser ignorante para acreditar que tal é o caso!
Comecemos pela electricidade, nunca o corpo humano esteve exposto a campos tão intensos como a proximidade do campo electromagnético das linha de electricidade. Não são apenas as linhas de alta-tensão mas todas as linhas que existem por todo o lado, na rua e nos edifícios e nos quartos onde dormimos. A electricidade utiliza-se há menos de dois séculos sendo que no último século o número de dispositivos eléctricos aumentou exponencialmente.
Mas para além disso existe uma infinidade de sinais a que esta geração está exposta, todos os dispositivos que consomem electricidade emitem algum tipo de radiação, a qual decai com o quadrado da distância até à fonte, é certo, mas também é verdade que acabamos por estar sempre próximos de algum tipo de fonte de radiação.
Para além disso a variedade desta radiação também é enorme, desde os 50Hz da corrente eléctrica existe uma quantidade enorme de radiação, passando pelos megahertz das ondas de rádio e os gigahertz dos telemóveis ou de diversos outros tipos de radiação que são utilizados para comunicações. É quase surreal pensar que nenhuma destas gamas afecta de forma mais ou menos nociva o corpo humano. Como? Não se sabe… não se prova…
Basta pensar que as radiações são utilizadas para quebrar ligações atómicas e moleculares e que o comportamento das células é também modificado pela presença de campos eléctricos. É uma assunto infindável, mas sobre o qual toda a gente enfia a cabeça na areia, o que se compreende porque é uma inevitabilidade.
O que cada um pode fazer é diminuir a exposição excessiva a campos potencialmente perigosos, se tal for possível. Muito pouca gente o diz porque é impopular, é anti-comercial, alarmista e portanto politicamente incorrecto… e também porque a ignorância das pessoas sobre o tema é muito grande, sobretudo daquelas que deviam informar a população.
São sinais muito marcantes destes tempos, provavelmente demasiado marcantes para a saúde e bem-estar das pessoas e dos seres vivos em geral. Tanta gente se espanta com o crescente número de doenças e sobretudo os casos de cancro, não vejo qual o espanto, mas sobretudo preocupação.











