
(Preços do gasóleo - fonte New York Times)
Nos tempos que correm, onde se conjugam uma série de dificuldades a diferentes níveis, a generalidade das pessoas são afectadas por um ou vários problemas.
Desemprego, baixos rendimentos, doença, fome, são inumeráveis tipos de problema a concorrer para uma baixa qualidade de vida a que poucos escapam. Para além dos problemas que afectam cada indivíduo em particular existe um mal-estar e uma desconfiança, ou falta de confiança no evoluir da economia que acaba por arrastar todos os outros indicadores.
Ao mal-estar pessoal acresce o facto de cada um ter conhecimento de inúmeros problemas ao redor do indivíduo ou da família enquanto ilha. Esta ilha, que tem vindo a reduzir de tamanho, não deixa de se aperceber das outras ilhas em volta e dos problemas que existem de forma generalizada.
Para tentar contornar estes problemas, quando ainda nem tudo estava mal, as grandes metrópoles tentaram afastar os males. Mudaram os bairros problemáticos para as periferias e tentaram por tudo afastar os pobres das ruas encaminhando-os para centros de acolhimento, o que em grande medida resultava até para o bem das pessoas.
O problema desta crise generalizada, que vai necessariamente terminar tal como todas as outras terminaram ao longo da história, importa cuidar do presente mais ainda do que pensar no futuro.
O evoluir para o final da crise exige obviamente que se pense no futuro e onde queremos chegar, mas entretanto importa cuidar das pessoas. Enquanto as soluções não forem aparecendo vai acontecer o sacrifício de muita gente, sacrifício este que até pode ser da dignidade ou da falta de assistência aos mais diversos níveis. Quando as coisas correm bem as pessoas algumas campanhas bem apresentadas podem levar a manifestações de solidariedade aos mais diversos níveis.
As pessoas tendem a contribuir para a melhoria da sua comunidade, podem aceitar mais facilmente os aumentos das taxas e podem até surgir medidas mais filantrópicas.
Então a questão é que dada a situação de crise, as pessoas tentam em primeiro lugar resistir ao embate o que dificulta a ajuda aos mais necessitados. Este comportamento é perfeitamente natural, mas os estados têm que se chegar à frente no apoio ás populações e na garantia das condições mínimas e até acima do mínimo.
Quanto ás pessoas, há que resistir, aguentar o embate até ao dia em que se vai dizer que a crise, as diversas crises, estão a melhorar.
Os sinais são preocupantes mas não estão nas mãos nem das pessoas nem dos pequenos países, portanto resta-nos ter esperança na recuperação porque mais cedo ou mais tarde vai acontecer.
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